10 de agosto de 2015

Sol de pouca dura...


Às vezes penso se não terá sido uma decisão precipitada ter começado a divulgar o que escrevo num blog, sinceramente... Acho que está na altura de dar o tiro de misericórdia nisto.

Sempre escrevi, sempre usei a escrita como uma forma de desabafo comigo próprio, porque nunca me senti confortável a falar sobre o que me vai na cabeça, com ninguém. Desde os meus anos de 2º ciclo - portanto, 10/11 anos - que eu passava aulas inteiras com a caneta encostada ao papel e não era, certamente, para escrever o que era vomitado no quadro, pela professora. 
Se eu sei o que é que escrevia, na altura? Não. Nunca guardei nenhum texto desses tempos... O ritual passava por escrever tudo o que me atravessava a cabeça, até não saber mais palavras para desenhar no caderno. Quando chegava a esse ponto, de não saber mais o que dizer ou, simplesmente, não ter o que dizer, apenas arrancava a folha do resto do bloco e rasgava nos bocadinhos mais pequeninos que conseguisse. 
Tal era a minha paranóia que alguém fosse tentar juntá-los e perceber o que se passava comigo que eu os separava em 2 caixotes do lixo e deixava uns poucos guardados comigo... Na verdade, os únicos meus textos que não viram tal destino acontecer foram todos estes que aqui estão e, mesmo esses, já quis, por tantas vezes, eliminar de vez. Ao mesmo tempo, cada um deles é uma memória ou lembrança... Neste caso, de um amor que não chegou a acontecer ou não era para ser. Um amor que me traz saudades... Um amor que nasceu em mim, mas só em mim... E há de morrer em mim também. 

Só relendo tudo o que aqui escrevi consigo sentir o sabor de tais lábios, outra vez, porque esses já não são meus para beijar, ou ver um certo sorriso que nascia por minha culpa e que agora não é mais causado por mim... Talvez por isso eu não seja capaz de os apagar antes que esse amor morra de vez... 
De qualquer forma, não me verão por aqui a escrever mais nada. Ficarei pelo mundo escondido dos rascunhos não publicados e as folhas de papel rasgadas em pedaços minúsculos.
Obrigado a quem foi acompanhando o blog e me foi dando feedback. Um dia eu volto, quem sabe.



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