Quando chegámos, a maré vazia deixava que a areia molhada mostrasse os tons de rosa e laranja que refletiam do céu.
Levámos um cobertor para a areia e ficámos ali, debaixo das estrelas a ouvir o mar, a conversar e a fumar o maço de Português amarelo que eu detestava, mas era o preferido dela.
Levámos um cobertor para a areia e ficámos ali, debaixo das estrelas a ouvir o mar, a conversar e a fumar o maço de Português amarelo que eu detestava, mas era o preferido dela.
Enquanto a pouca luz do sol que havia desaparecia, iam-se revelando mais e mais estrelas no céu e ficámos ali a ver constelações, estrelas cadentes, satélites, aviões, OVNIs, sei lá... O céu estava lindo, sem dúvida, mas ela... Nem tenho palavras para a descrever naquele momento... A beleza do céu mais estrelado que eu já tinha visto, não se equiparava à imagem dela, deitada ao meu lado a olhar o céu. Ela olhava para as estrelas e eu olhava para ela e sorria sem que ela percebesse.
Quanto mais ela falava sobre si, mais eu ficava fascinado por aquela rapariga.
- "Está uma noite tão linda!" Sem tirar os olhos dela, respondi: "pois está." Voltei a sorrir.
Estava completamente apanhado por ela, perdido nela, hipnotizado por ela...
Quanto mais ela falava sobre si, mais eu ficava fascinado por aquela rapariga.
- "Está uma noite tão linda!" Sem tirar os olhos dela, respondi: "pois está." Voltei a sorrir.
Estava completamente apanhado por ela, perdido nela, hipnotizado por ela...
Eu tinha que a ter só para mim. Ela já me tinha falado também de alguns desgostos de amor e eu sabia que o coração dela ainda estava nas mãos de outra pessoa. Mesmo sabendo que era errado, queria chegar àqueles lábios, tinha que roubar esse coração e cuidar dele, o melhor possível.
"Olha ali!". Apontei para o nada. Assim que virou a cara beijei-lhe o pescoço, "golpe baixo...", não tardaria até os nossos lábios se encontrarem.
"Olha ali!". Apontei para o nada. Assim que virou a cara beijei-lhe o pescoço, "golpe baixo...", não tardaria até os nossos lábios se encontrarem.
Não deu para disfarçar mais, ela apanhou-me.
- "Estás sempre a sorrir porquê, palerma?"
- "Estou feliz."
- "Porquê?"
Estava a ficar frio... Ela tinha o meu casaco vestido, então sentei-me por trás dela e abracei-a.
- "Que foi?"
- "Nada. Estou feliz."
- "Mas porquê?"
- "Porque estou contigo, só isso."
Ficámos em silêncio a olhar para o mar, agora coberto por um nevoeiro que fazia notar cada raio de luz do Farol da Barra, a fumar mais um cigarro de Português amarelo. Já não se viam as estrelas, mas que me importavam as estrelas no céu quando a mais bela de todas estava nos meus braços?
- "Que foi?"
- "Nada. Estou feliz."
- "Mas porquê?"
- "Porque estou contigo, só isso."
Ficámos em silêncio a olhar para o mar, agora coberto por um nevoeiro que fazia notar cada raio de luz do Farol da Barra, a fumar mais um cigarro de Português amarelo. Já não se viam as estrelas, mas que me importavam as estrelas no céu quando a mais bela de todas estava nos meus braços?


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