Poderia percorrer todas as perfumarias do mundo e nem assim encontrar aquela fragrância.
Não foi só o perfume que me inebriou os sentidos, mas sim a combinação do mesmo com o cheiro dela, e esse não se vende em pequenos frascos pousados em prateleiras. Nenhum era como aquele, já que à medida que aproximava os frascos do nariz ia ficando cada vez mais embriagado pela mistura de fragrâncias que começaram a me enganar, tal e qual o efeito das misturas alcoólicas. São cheiros únicos, combinações perfeitas, que não resultam de outra forma.
Será uma questão de pele? A pele é lixada, aguça-nos o sentidos, anestesia-nos, e deixa um rasto indecifrável. Posso até ficar a saber qual era o perfume que ela usava, posso compra-lo, cheira-lo vezes sem conta, que o máximo que conseguirei será apenas uma leve sensação de algo parecido.
Aquela fragrância exacta, só a sentirei se o acaso nos fizer cruzar novamente.
Desencorajador? Talvez. A vida também é feita disto, de momentos e aromas perfeitos que não se repetem.

0 comentários :
Enviar um comentário