7 de julho de 2015

Amnésia Imperativa

A história repete-se... Agora tenho a certeza que a felicidade, realmente nunca vem para durar. Começo a achar que não existe felicidade... Apenas momentos felizes.
Neste momento, tenho duas opções:
Esquecer a pessoa que me faz feliz ou esquecer os momentos felizes que ela me proporcionou... Se faz sentido? Nem por momentos... Não dá para escolher uma sem a outra, não é?



Como é que esqueço quem tantos sorrisos me dá, quem tão bem me faz e eu tanto amo, se guardo na memória todas as vezes que sorri por causa dela, todas as vezes que os nossos lábios de tocaram, os dias passados juntos, as noites igual. Como é que esqueço quem me deixou viciado no seu toque, na sua voz, até na forma como fuma os seus cigarros. 
Como é que esqueço tudo o que aconteceu desde a primeira noite, na praia...

Como é que esqueço todos os dias que estivemos juntos? Os cafés, as brincadeiras, as brigas e birras, as conversas, os desabafos, conselhos, os silêncios também, os beijos, os abraços. 
O conduzir com a minha mão na sua perna. Ou quando me despistei e quase bati na parede do túnel da Avenida, porque olhei para ela e o mundo desapareceu... Bem, a parede estava lá.
Como é que esqueço as noites que passámos juntos? O sair de carro sem destino e acabar a ver filmes com ela.
Como é que esqueço a manhã em que acordei ao lado dela?
Como é que me pode pedir isso?

Por outro lado, como é que esqueço todos esses momentos sem esquecer a pessoa com quem os passei?
O que nós conhecemos das pessoas, aprendemos através da convivência com elas... Se for apagar tudo o que passámos juntos, o que é que sobra? Um estranho, um desconhecido... Não quero ser um estranho, não quero que ela se torne uma desconhecida.
E como é que esqueço a pessoa sem esquecer o quanto a amo?
Vale a pena começar do zero, como se nada se tivesse passado? Como se os meus lábios nunca tivessem tocado os dela? Como se eu nunca a tivesse amado? Como se a fosse conhecer amanhã. É possível sequer?
Ou devo lutar para que tudo volte a ser como era? Lutar pelo amor dela... Sei lá.

Vale sempre a pena lutar por quem se ama, ou o melhor é deixar ir?

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