11 de outubro de 2015
10 de agosto de 2015
Sol de pouca dura...
30 de julho de 2015
Azar
24 de julho de 2015
Frustração
É fodido, como a indiferença de uma pessoa consegue anular o efeito que o entusiasmo de tantas outras provoca e fazê-la sentir, erradamente, que afinal não é tão bela como dizem... Que afinal não é nada de especial, quando é a rapariga mais deslumbrante e de tirar o fôlego que eu alguma vez tive o prazer de contemplar...
É frustrante, na verdade...
19 de julho de 2015
Não Me Toques
17 de julho de 2015
Hoje És Menos
e a cuja memória, por isso mesmo,
regressavas como a melodia de uma canção da moda
que todos trauteiam sem querer,
ou como a frase de um anúncio ou um lema;
alguém assim, agora,
provavelmente
(seguramente) sem o saber,
começou, finalmente, a esquecer-te.
Hoje és menos.
12 de julho de 2015
Consome-me
Almejamos uma união platónica entre dois corpos, duas mentes, quiçá, duas almas, como sendo a máxima indiscutível da completude individual.
Irónico, é a plenitude pessoal de alguém subordinar-se à presença de outrem...
Parece-me estranho... Eu entendo precisamente o oposto. Nós estamos completos desde o início. Antes do amor somos absolutos. O amor surge para nos despedaçar, é ele que nos fratura e nos desmembra.
Depois do amor, do que era, antes, uma entidade singular, uma criatura cabal e impartível, sobra apenas um vulto fragmentado e incompleto.
Procedemos a secundar a proeza, só para nos vermos quebrar, mais uma vez.
Alienar-nos a alguém, confiando que nos vá inteirar quando, na verdade, já somos inteiros, mas um inteiro mais pequeno, porque a cada pessoa que nos entregamos, perdemos metade de nós mesmos.
Nunca termina.
O amor não nos completa, o amor decompõe-nos, e não cessa até que nos consuma ao postremo fragmento da nossa essência.
11 de julho de 2015
"És Forte"
10 de julho de 2015
Arrependes-te?
Para mim, quem diz que não se arrepende de nada na vida só tem um problema: não gostar de admitir que já errou, que nem sempre fez o que era correto, que já tomou decisões erradas, que já fez algo por impulso e deu merda. Que não sabia, que não podia adivinhar.
Pessoas que dizem que não se arrependem de nada, para mim, são estranhas. Porque ninguém é perfeito. E só sob uma capa de perfeição se pode gostar de tudo o que já se fez ou já se disse.
O arrependimento é humano e saudável.
Aceitar os nossos erros é uma coisa, dizer que não os lamentamos é outra. Sentir arrependimento não é ficar a olhar para trás, desejando não ter feito as coisas de certa maneira, é sabermos que, se pudermos, se tivermos novamente a oportunidade, faremos de forma diferente. E negar isso é burrice, ou masoquismo.
E os masoquistas, para mim, são estranhos.
Doce Aroma
Poderia percorrer todas as perfumarias do mundo e nem assim encontrar aquela fragrância.
Não foi só o perfume que me inebriou os sentidos, mas sim a combinação do mesmo com o cheiro dela, e esse não se vende em pequenos frascos pousados em prateleiras. Nenhum era como aquele, já que à medida que aproximava os frascos do nariz ia ficando cada vez mais embriagado pela mistura de fragrâncias que começaram a me enganar, tal e qual o efeito das misturas alcoólicas. São cheiros únicos, combinações perfeitas, que não resultam de outra forma.
Será uma questão de pele? A pele é lixada, aguça-nos o sentidos, anestesia-nos, e deixa um rasto indecifrável. Posso até ficar a saber qual era o perfume que ela usava, posso compra-lo, cheira-lo vezes sem conta, que o máximo que conseguirei será apenas uma leve sensação de algo parecido.
Aquela fragrância exacta, só a sentirei se o acaso nos fizer cruzar novamente.
Para Sempre
8 de julho de 2015
Que Raiva!
Ainda os primeiros raios de sol estão a entrar pela janela e já toda a gente em casa começa a sua rotina diária para ir trabalhar.
Eu, no entanto, ainda não preguei olho sequer.
Passo as noites com a cabeça a mil à hora, passei a noite contigo na cabeça. Não fosses tu a pessoa em que mais tenho pensado nos últimos tempos... "A pessoa"... Tu és tudo em que tenho pensado.
Em que é que penso? Se vale ou não a pena insistir... Se deva lutar por ti ou simplesmente deixar-te ir embora da minha vida.
Penso em formas de te ter de volta. Maneiras de te fazer ver o erro que estás a cometer. Bem, a meu ver é um erro.
Penso naquilo que eu posso fazer para voltar a beijar os teus lábios.
Penso em como te hei de fazer abrir os olhos antes que o inevitável aconteça, outra vez. Antes que acabes magoada...
O teu sorriso dá-me vida, e eu quero mantê-lo vivo, por ti e por mim. É minha prioridade fazer-te feliz, seja que de que forma for, sejas tu minha ou não. É estúpido dizer isso, não é? Quer dizer... É fazer o trabalho de quem o devia estar a fazer... Mas não faz. Não como devia. Nao como mereces. Mas tu não te importas... Que raiva me dás sabendo que não recebes o amor que mereces, mas ainda assim te conformas com o que tens. Não procuras o melhor para ti...
No final, quem sou eu para falar do que tu mereces quando, o que tu mereces, não é o que tu queres?
7 de julho de 2015
"Olha ali!"
Levámos um cobertor para a areia e ficámos ali, debaixo das estrelas a ouvir o mar, a conversar e a fumar o maço de Português amarelo que eu detestava, mas era o preferido dela.
Quanto mais ela falava sobre si, mais eu ficava fascinado por aquela rapariga.
- "Está uma noite tão linda!" Sem tirar os olhos dela, respondi: "pois está." Voltei a sorrir.
Estava completamente apanhado por ela, perdido nela, hipnotizado por ela...
"Olha ali!". Apontei para o nada. Assim que virou a cara beijei-lhe o pescoço, "golpe baixo...", não tardaria até os nossos lábios se encontrarem.
- "Que foi?"
- "Nada. Estou feliz."
- "Mas porquê?"
- "Porque estou contigo, só isso."
Ficámos em silêncio a olhar para o mar, agora coberto por um nevoeiro que fazia notar cada raio de luz do Farol da Barra, a fumar mais um cigarro de Português amarelo. Já não se viam as estrelas, mas que me importavam as estrelas no céu quando a mais bela de todas estava nos meus braços?
Amnésia Imperativa
E como é que esqueço a pessoa sem esquecer o quanto a amo?
4 de julho de 2015
Breve Conselho
fumAR-TE
Suicismo
Suicídio define o momento em que a dor psicológica excede a capacidade humana em aguentá-la. Representa o abandono da esperança. Mas, nunca egoísmo.
Ninguém tem saudades agora, enquanto a pessoa ainda está de pé? Ninguém sente falta enquanto ainda cá está?
Quem chora mais nessa competição fúnebre de lágrimas de crocodilo? Tristeza fingida em busca da pena alheia. Dezenas de biógrafos, cada um com a sua versão errada de quem foi o defunto enquanto vivia. "Nunca deu sinais de que alguma coisa estivesse errada."
Sim... Tivesses tu querido saber. Tivesses tu perguntado, tentado falar enquanto ainda podias. Não que interessasse a alguém, provavelmente apenas ouviria um "está tudo bem".





















