A minha pele fica entorpecida sempre que estás por perto, como se o meu corpo inteiro desesperasse por ser tocado.
O teu toque poderia ser considerado mágico.
Quando me tocas, eu sinto em todo o lado. Nos meus nervos e entranhas, sinto-te como arrepios que me percorrem de alto a baixo, eletricidade que viaja em cada veia e artéria do meu corpo, que me põe em pé todos os pelos e cabelos que tenho.
Onde quer que me toques, fazes-me tremer, sofro por antecipação e necessidade de te ter.
Sinto-te como uma chávena de chá, demasiado quente, demasiado cheia, que transborda e me queima da melhor maneira.
Queimas-me tanto as mãos que te querem segurar, como os lábios lhanos que, já sabendo discernir o sabor dos teus e já tendo decorado seus modos e manias, desesperam e anseiam por os beijar.
Então, pára de me tocar, porque enquanto o fizeres, serás meu cativeiro e prisão. Enquanto me tocares, estarei sujeito à tua dominação e te adularei.
Esse encontro quase fatal com a morte, que o teu afago mortífero me deu, quando me vi privado das tuas carícias mais sensuais, ao ponto em que a minha vivência se tornou contingente ao teu contacto hipnótico.
Por isso, agora, peço-te: acaba com este toca e foge.
Volta atrás nas tuas carícias, nos teus toques, empurrões, cotoveladas, beijos, abraços e satisfatórios arranhões.
Enquanto me coço pela ressaca que me dás, não me voltes a tocar.
Se nos temos que ver livres um do outro, eu imploro-te que pares de me tocar, porque nunca paraste de o fazer desde o dia em que te conheci.

este é, sem dúvida alguma, o meu preferido
ResponderEliminarCuriosamente, foi o que menos gostei de escrever ahah
EliminarImpressionante, sem duvida..
ResponderEliminarObrigado, Ana ;)
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